sábado, 31 de outubro de 2009

Sepé Tiaraju


Sepé Tiaraju (Reprodução de São Luíz Gonzaga, em data desconhecida — São Gabriel,7 de fevereiro de 1756) era um índio guerreiro guarani, considerado um santo popular gaucho e declarado "herói guarani missioneiro rio-grandense" pela Lei nº 12.366.

Nasceu em um aldeamentos jesuíta dos Sete Povos das Missões, foi batizado com o nome latino cristão de Joseph. Bom combatente e estrategista, tornou-se líder das milícias indígenas e prefeito de São Gabriel, atuou contra as tropas luso-brasileira e espanhola na chamada Guerra Guaranítica.

Tal conflito inscreve-se no contexto histórico das demarcações decorrentes da assinatura do Tratado de Madrid (1750), que exigiu a retirada da população guarani aldeada pelos missionários jesuítas do território que ocupava, havia cerca de 150 anos. A posse da região ainda seria objeto do Tratado de Santo Ildefonso (1777) e do Tratado de Badajoz (1801).

Viviam na região dos Sete Povos das Missões aproximadamente trinta mil guaranis. Somando-se os do Paraguai e da Argentina, alcançaram um total estimado de oitenta mil indígenas evangelizados, que habitavam em aldeias planejadas, organizadas e conduzidas como verdadeiras cidades. O interesse luso-brasileiro por esta extensa região deveu-se, além da posse territorial, ao gigantesco rebanho de gado, o maior das Américas, mantido por esses mesmos indígenas.

Pereceu em combate contra o exército espanhol na batalha de Caiboaté, às margens da Sanga da Bica, na entrada da cidade de São Gabriel, durante a invasão das forças inimigas às aldeias dos Sete Povos. Após sua morte pereceram aproximadamente 1.500 guaranis diante das armas luso-brasileiras e espanholas.

Por seu feito, chegando a ser considerado um santo popular, virou personagem lendário do Rio Grande do Sul, e sua memória ficou registrada na literatura por Basílio da Gama no poema épico O Uraguay (1769) e por Érico Veríssimo no romance O Tempo e o Vento. É-lhe atribuída a exclamação: "Esta terra tem dono!".

No dia 21 de setembro de 2009, foi publicada a Lei Federal 12.032/09, que traz em seu artigo 1º o texto "Em comemoração aos 250 (duzentos e cinquenta) anos da morte de Sepé Tiaraju, será inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia, o nome de José Tiaraju, o Sepé Tiaraju, herói guarani missioneiro rio-grandense."

Cabe ressaltar que não é considerado santo pela Igreja Católica, sendo santo popular uma expressão apenas de sua fama.

Como homenagem ao heroísmo e à coragem de Sepé Tiaraju, a rodovia RS-344 recebeu o seu nome.

Existe também no Rio Grande do Sul o município de São Sepé, nome que reflete a devoção popular pelo herói indígena.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BOLEADEIRAS



Indígenas do Río da Prata. Diário de viagem de Hendrick Ottsen, 1603. Note-se que um deles tem boleadeiras

Boleadeira é uma espécie de funda, uma arma muito utilizada pelo gaúcho para caçar nas grandes pradarias do pampa riograndense, uruguaio e argentino. Era lançada nos pés do animal enquanto ele corria, causando-lhe assim a queda e possibilitando ao caçador ir ao local dessa queda e matar o animal.

A boleadeira é composta de bolas metálicas ou pedras arredondadas (bolas ou boleadoras em castelhano) amarradas entre si por cordas tendo em cada uma das extremidades uma das bolas, em comparação com o lariat ou riata do cowboy.

Lançadas girando sobre si, elas vão ao encontro do alvo, geralmente as pernas de um animal quadrúpede, que leva um tombo na hora, ficando imobilizado. Usada normalmente na captura do gado na campanha, as boleadeiras também foram mais tarde utilizadas na guerra.

A boleadeira é a herança que as tribos autóctones da região do Plata deixaram aos gaúchos. Entre todos os utensílios de caça e/ou armas utilizados pelos gaúchos, nenhum é mais característico e mais peculiar que a boleadeira.

Não há dúvidas de que os espanhóis, e os europeus em geral, desconheciam totalmente o uso da boleadeira ao iniciar a conquista do continente americano.
Boleadeiras

Ainda que as investigações arqueológicas permitam afirmar que o uso foi conhecido na Europa, Ásia e África, é evidente que isto aconteceu na pré-história, posteriormente sendo esquecido.

Na América do Norte e outras regiões da América correu algo parecido; deste modo, com exceção da área compreendida pelo antigo império Inca e suas zonas de influência (Equador, Peru e Bolívia), todos os atuais territórios argentino e uruguaio e a região sul do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, apenas os nativos da Groenlândia as conheciam, em uma versão mais leve, utilizando-as para a caça de aves em voo.

No Chile, foram descobertas bolas de pedra em áreas arqueológicas e mesmo que seja conhecido seu uso como arma na região, é evidente que não estavam mais em uso na época da conquista espanhola.

Na Bolívia, o uso das boleadeiras foi abandonado pouco depois do início da colonização, apenas algumas tribos - aymarás e urus - continuaram usando uma arma, do mesmo tipo que os groenlandeses, para caça de aves.

Há portanto, uma área fundamental, historicamente, dentro da região onde a boleadeira foi utilizada, constituída pela região uruguaio-riograndense. Ali a boleadeira, convertida em primeira arma de guerra pelos grupos indígenas que passaram a utilizar cavalos como montaria: charruas, minuanos, guaranis etc., foi muito bem recebida como herança cultural.

Os índios usavam dois tipos bem diferentes de boleadeiras, de uma e duas bolas.

A chamada "bola perdida", com apenas uma bola, do tamanho aproximado de um punho fechado, era usada como arma sendo lançada para atingir a cabeça do inimigo.

A boleadeira de duas bolas , ou nhanduzeira (avestruzeira) é utilizada para caça, especialmente do nhandu ou ema enredando-se nas patas do animal quando lançada. Também foi usada pelos índios nas guerras, para enredar as patas dos cavalos montados pelos conquistadores, causando a queda dos dois e possibilitando o ataque e morte do cavaleiro.

Ao que tudo indica, a boleadeira de três bolas - também chamada de Três Marias - foi criada, com base na boleadeira de duas bolas dos índios, pelos homens do pampa. Ela também tem seu uso principal na caça, sendo utilizada eventualmente na guerra, da mesma forma que a de duas bolas. Era um utensílio muito utilizado para capturar os animais de pequeno e médio porte.
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BOLEADEIRAS
Indios del Río de la Plata. Cuaderno de viaje Ottsen Hendrick, 1603. Tenga en cuenta que uno tiene bolas
Bola es una especie de honda, un arma utilizada por el gaucho a cazar en las grandes llanuras de las pampas de Río Grande do Sul, Uruguay y Argentina. Fue lanzado en las patas del animal mientras corría, lo que le hace caer y lo que permite al cazador a ir al sitio este otoño y matar al animal.
La bola está compuesto de bolas de metal o piedras (o bolas de boleadoras en castellano) unidos entre sí por cuerdas cada uno con un extremo de una de las bolas, en comparación con el lazo de vaquero o reata.
https://lh5.googleusercontent.com/-lEloidOEn-o/TYgLLHokQPI/AAAAAAAACm4/7yUQrL3IpZg/s1600/Imagem+5326.jpgFecha de lanzamiento girando sobre sí mismas, que cumplirán el objetivo, generalmente en las piernas de un animal cuadrúpedo, que se cae en el momento, consiguiendo cubrió.Normalmente se utiliza para la captura de ganado en la campaña, las boleadoras también se utiliza más tarde en la guerra.
La bola es el legado que las tribus indígenas de la región del Plata dejó los gauchos. Entre todos los utensilios y / o armas de caza utilizados por los gauchos, ninguna es más distintivo y peculiar más que la bola No hay duda de que los españoles, los europeos y, en general, totalmente inconsciente de la utilización de la bola para iniciar la conquista de las Américas.  Aunque la investigación arqueológica para apoyar el uso que se conocía en Europa, Asia y África, es evidente que esto ocurrió en tiempos prehistóricos, antes de ser olvidado.  En América del Norte y otras regiones de América fue algo así, de esta manera, excepto la zona cubierta por el antiguo imperio Inca y sus zonas de influencia (Ecuador, Perú y Bolivia), todo el territorio actual de Argentina y Uruguay y el sur del estado Brasil Rio Grande do Sul, sólo los inuit de Groenlandia los conocí en una versión más ligera, su uso para cazar pájaros en vuelo.
En Chile, bolas de piedra fueron hallados en zonas arqueológicas y se sabe que su uso como un arma en la región, es evidente que ya no estaban en uso en el momento de la conquista española.En Bolivia, el uso de bolas fue abandonado poco después del inicio de la colonización, sólo unas pocas tribus - Aymara y urus - continuó usando un arma, el mismo tipo que el de Groenlandia, para cazar pájaros.
http://1.bp.blogspot.com/_0B5vyqoBG2k/S94DfQaTx2I/AAAAAAAAB7s/xeIAyn4puEE/s1600/Imagem+1349.jpgPor lo tanto, un área clave históricamente dentro de la región donde se utilizó la bola, que consiste en la región uruguaya-Riograndense. bolas de Ali, primero se convierte en un arma de guerra por parte de grupos indígenas que empezaron a usar los caballos de montura: arados, minuanos, etc guaraní. Fue muy bien recibido como patrimonio cultural.Los indios utilizaron dos tipos muy diferentes de bolas, uno y dos bolas.La llamada "bola perdida", con sólo una pelota, del tamaño de un puño, fue utilizada como un arma que se puso en marcha para cumplir con la cabeza del enemigo.La bola dos bolas, o nhanduzeira (avestruzeira) se utiliza para la caza, especialmente Nhandu ema o enredo sí mismos en las patas del animal cuando lo suelta. También fue utilizado por los indios en la guerra, para atrapar a los pies de los caballos montados por los conquistadores, causando el colapso de los dos y que permite el ataque y el caballero de la Muerte.
Al parecer, la bola de tres bolas - también llamado las Tres Marías - fue creado, a partir de boleadeira dos bolas de los indios, los hombres de la pampa. Ella también tiene su uso principal en la caza, con el tiempo se utiliza en la guerra, al igual que las dos bolas. Es una herramienta de uso frecuente para capturar animales en las pequeñas y medianas empresas.

domingo, 25 de outubro de 2009

Me procurando

Me ProcurandoMarcelo Oliveira
Me procurando cruzei ao trote, depois ao tranco,
Não quis galope,que este meu mouro é pensativo igual ao dono

Me procurando achei teus olhos
Pelos caminhos de flor e encanto
E a sede grande dos acalantos
Me fez pousar sob o teu manto

Me procurando,me procurando
Fui Sacramento, depois Rio Grande
E pela idade do couro zaino
Fui farroupilha e castelhano
Brotando em versos de "Don Caetano"

Me procurando (sempre),me procurando
É num pialo de armada grande
É bem ali que me agiganto
E encontro a raça dos meus avós
Pisando firme no céu dos campos.
Na infância bugra do andar pampeano,
Um gurizito varre o galpão
Levanta poeira e a mesma poeira
Encontra o rasto dos meus "garrão".

Me procurando (sempre), me procurando
No olhar do índio revi meu povo
Nos arremates do alambrador
Na esquila antiga feita a martelo
Na polvadeira de um redomão
Nos olhos tristes de algum poeta
Que canta coisas do coração
Que viu o tempo, matando o tempo
Num rancho tosco,quincha e torrão

Me procurando de um lado a outro
Neste Rio Grande guacho de mão
Jeito de vento quando amanhece,
De alma branca de cerração
Me procurando (sempre), me procurando
Me encontrei simples, de alma rincão


sábado, 24 de outubro de 2009

GAUCHO


Gaúcho é palavra usa para uma pessoa do campo nas atividades como a pecuária nas regiões
uma denominação dada às pessoas ligadas à atividade pecuária em regiões de ocorrência de campos naturais do Vale do Rio da Prata, entre os quais o bioma denominado pampa, supostamente descendente mestiço de espanhóis e indígenas. As peculiares características do seu modo de vida pastoril teriam forjado uma cultura própria, derivada do amálgama da cultura ibérica e indígena, adaptada ao trabalho executado nas propriedades denominadas estâncias. É assim conhecido no Brasil, enquanto que em países de língua espanhola, como Argentina e Uruguai é chamado de gaucho.

O termo também é correntemente usado como gentílico para denominar os habitantes do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Além disso, serve para denominar um tipo folclórico e um conjunto de tradições codificado e difundido por um movimento cultural agrupado em agremiações, criadas com esse fim e conhecidas como CTGs.

Etimologia

Existem várias teorias conflitantes sobre a origem do termo "gaúcho". O vocábulo pode ter derivado do quíchua (idioma ameríndio andino) ou de árabe "chaucho" (um tipo de chicote para controlar manadas de animais). Além disso, abundam hipóteses sobre o assunto. O primeiro registro de seu uso se deu por volta de 1816, durante a independência da Argentina, com o qual se denominavam os índios nômades de pele escura, os gaúchos ou "charruas" (dai o chá - chimarrão, infusão de erva-mate verde seca e moída, tomada com água quente em cuia de cabaça ou porongo, sorvida por uma bomba de bambu ou metal), cavaleiros que domavam e cavalgavam "em pelo" os animais selvagens desgarrados das estâncias espanholas, que procriavam nos pampas argentinos.[ca

Segundo Barbosa Lessa, em seu livro Rodeio dos Ventos, publicado pela Editora Mercado Aberto, 2a edição, o primeiro registro da palavra se deu em 1787, quando o matemático português Dr. José de Saldanha participava da comissão demarcadora de limites Brasil-Uruguai. Em uma nota de rodapé do seu relatório de trabalho, o luso teria anotado a expressão usada pelos da terra para referir-se àqueles índios cavaleiros.

Historia

O termo originou-se na língua indígena da descrição de pessoas de hábitos nômades, ciganos, moradores em barracas ou tendas, brancos pobres, de miscigenação moura, vinda da Espanha - fugidos que viraram índios ou índios aculturados pelas missões que não possuíam terras e vendiam sua força de trabalho a criadores de gado nas regiões de ocorrência de campos naturais do vale do Rio da Prata, entre os quais o pampa, planície do vale do Rio da Prata e com pequena ocorrência no oeste do estado do Rio Grande do Sul, limitada, a oeste, pela cordilheira dos Andes.

O gentílico "gaúcho" foi aplicado aos habitantes da Província do Rio Grande do Sul na época do Império Brasileiro por motivos políticos, para identificá-los como beligerantes até o final da Guerra Farroupilha, sendo adotado posteriormente pelos próprios habitantes por ocasião da pacificação de Caxias, quando incorporou muitos soldados gaúchos ao Exército ao final do Confronto, sendo Osório um gaúcho que participou da Guerra do Paraguai e é patrono da arma de Cavalaria do Exército Brasileiro, quando valores culturais tomaram outro significado patriótico, os cavaleiros mouros se notabilizaram na Guerra ou Confronto com o Paraguai. Também importante para adoção dessa imagem mítica para representação do Estado do Rio Grande do Sul é a influência do nativismo argentino, que no final do século XIX expressa a construção de um mito fundador da cultura da região.

Na Argentina, o poema épico Martín Fierro, de José Hernández, exemplifica a utilização do elemento gaúcho como o símbolo da tradição nacional da Argentina, em contradição com a opressão simbolizada pela europeização. Martín Fierro, o herói do poema, é um "gaúcho" recrutado a força pelo exército argentino, abandona seu posto e se torna um fugitivo caçado. Esta imagem idealizada do gaúcho livre e altivo é freqüentemente contrastada com aquela dos trabalhadores mestiços das outras regiões do Brasil.

Os gaúchos apreciam mostrar-se como grandes cavaleiros e o cavalo do gaúcho, especialmente o cavalo crioulo, "era tudo o que ele possuía neste mundo". Durante as guerras do século XIX, que ocorreram na região, atualmente conhecida como Cone Sul, as cavalarias de todos os países eram compostas quase que inteiramente por gaúchos.

Musicá

Gaúchos

No folclore riograndese existem varios ritmos

Existem vários ritmos que fazem parte da folclore riograndense, mas a maioria deles são variações de danças de salão centro-européias populares no século XIX. Esses ritmos, derivados da valsa, do xote, da polca e da mazurca, foram adaptados como vaneira, vaneirão, chamamé, milonga, rancheira, xote, polonaise e chimarrita, entre outras.

O único ritmo riograndense é o bugio, criado pelo gaiteiro Wenceslau da Silva Gomes, o Neneca Gomes, em 1928, na região de São Francisco de Assis. Inspirado no ronco dos bugios, macacos que habitam as matas do Sul da América, o ritmo foi banido por ser considerado obsceno, mas foi mantido em São Francisco de Paula, onde hoje se realiza um festival "nativista" conhecido como "O Ronco do Bugio".

A partir de 1970, com a criação da Califórnia da Canção Nativa em Uruguaiana, começaram a surgir os festivais, que serviram de incentivo para músicos e compositores lançarem novos estilos, popularmente chamados de "música nativista". Essa música é formada por ritmos pré-existentes, especialmente a milonga e o chamamé, porém com canções mais elaboradas e com letras quase sempre dedicadas ao Rio Grande do Sul.

No Rio Grande do Sul também existe um ritmo chamado Tchê music, que incorpora ritmos tradicionalistas com influências do Maxixe nordestino. Também é comum neste estado, entre os descendentes de alemães, a Música folclórica alemã, em festivais como a Oktoberfest de Igrejinha

Vestimenta ou Indumentária

A pilcha é a indumentária do"gaúcho" riograndense. O traje típico desse gaúcho inclui o seu pala (ou poncho) que é um sobretudo que pode servir de cobertor para dormir(com um corte central para enfiar a cabeça, o chamado "poncho"), um facão ou adaga (ou facón, em castelhano), um relho (ou rebenque) e as calças largas chamadas bombachas (um termo que, para os povos da América espanhola, pode ser traduzido como "calça") para facilitar a montaria, presas às suas cinturas por um tipo de cinto com diversos bolsos de couro, denominado guaiaca (ou tirador, em castelhano). O Chiripá (ou Xiripá) também é considerado um traje típico. São complementos as botas, o chapéu de barbicacho e o lenço no pescoço. Pode carregar boleadeiras (bolas ou boleadoras, em castelhano), uma soga (corda) de couro torcido ou trançado com duas pedras redondas amarradas em cada uma de suas extremidades e outra soga (corda) de couro atada no meio dela com uma pedra menor na extremidade (chamada de "piedra chica"), formando uma ferramenta para caça ou captura de animais com três pedras, muito utilizada nos pampas da América do Sul, e comparada ao lariat ou riata do cowboy , norte americano.

Palavras e expressões regionalistas : - o falar gaúcho

O modo de falar do Rio Grande do Sul, a exemplo do de outras partes do Brasil, possui expressões próprias diferenciadas da linguagem padrão, algumas próprias de outros países do Prata ou da cultura urbana do Estado, não necessariamente fazendo parte da cultura original dos camponeses originalmente denominados "gaúchos". Porém, vale lembrar a forte influência do espanhol

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Zamba


Deriva da zamacueca (como a cueca) y se bailo no século passado em todas as províncias argentinas.

A "Zamba", última descendente da antiga "Zamacueca" peruana, reúne em seu jogo coreográfico as características de um poema, onde se sintetiza todo  processo amoroso que o homem aspira cumprir como essencial função da vida. Também é conhecida  como "Zama-cueca", "cueca", "Marinheiro", etc, Denominándosela "Chilena" nas províncias de Salta e Jujuy, designação popularizado até no Peru, o berço desta dança, onde entusiasticamente cultivada e foi considerado como uma verdadeira dança nacional, sobrevivendo a guerra com o Chile (1879). A partir desse momento e não vendo nenhuma simpatia lembrando-lhes que o nome o nome de seus contendores,a pedido do intelectual e humorista Abelardo Gamarra, mais conhecido pelo pseudônimo de "El Tunante", mudou o rótulo de "Chilena" por "Marinera", em homenagem aos feitos do "Huascar" navio da Marinha peruana.A"Zamba" cúpula de nossas danças tradicionais, é conhecida por esse nome nas províncias do Mediterrâneo e com a "cueca" em toda a região montanhosa(cordilheiras).Seu jogo é imita altamente significativos; lenços usados ​​pelos dançarinos atuando como intérpretes mudo mas eloquente sentir, destacando a intenção do homem, a fim de conquistar a mulher

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Quem canta refresca a calma,
Cantar adoça o sofrer,
Quem canta zomba da morte,
Cantar ajuda a viver.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

GRANDES FATOS HISTORICOS

1815
Derota de Napoleão em Walterloo
e consolidação,na Europa,
do predominio da Santa Aliança
(Rússia,Prússia e Impérial Austro-Húngaro)
e da Inglaterra.
1816
Novas lutas e incursões de tropas
portuguesas na região do Prata.
A campanha se estende até 1820
e o Uruguai é anexado ao Brasil
com o nome de província Cisplatina.
1820
Revolução liberal e constitucionismo em Portugal,na cidade do Porto.
O movimento repercute no Brasil,inclusive em Porto Alegre.
1821
D.João VIretorna a Portugale aceita a nova Costituição
1822
O principe regented.Pedro I proclama a independencia do Brasil
1824
Primeira Costituição do Imperio do Brasil.Revolta liberal em
Pernmbuco,onde é fundada a Confederação do Equador.
Na repressão subseqüente,o frei Caneca do Amor Divino é fuzilado,
no começo de 1815
No Rio Grande do Sul chegam os primeiros colonos alemães.
1825
O caudilho Juan Lavalleja começa a luta pela independencia do Uruguai.
Nova mobilização brasileirapara intervir no Prata.
1827
Os brasileiros são derrotadosna Batalha de Passo do Rosário,
ou deItuzaingó.
1828
Com pressão da Inglaterra,Brasil e Argentina reconhecem a
independencia do Uruguai.
D.PredroI abdica em seu filho e retorna a Portugal.
1834
Os coronéis Bento Gonsaves da Silva e Bento manoel Ribeiro são acusdos
de manter ligações inconvenientes com politicos e militares uruguaios.
Depois são absolvidos.
1835
Cresce a insatisfação no Rio Grande do Sul.
Em 20 de setembro,Bento Gonçalvestoma Porto Alegre e depõe Fernando Braga.
Começa a Revolução Farroupilha .
No Pará eclode a revolta conhecida como Cabanada
1836
Na Corte formam-se os partidos Conservadores e Liberal.Os impériais
retromam Porto Alegre .Em represália,depois da Batalhado Seival,
gen.Antonio de Souza Netto proclama a República
Rio -Grandense,em 11 de setembro.Em outubro,o general Bento Gonçalves
é apricionado por Bento Manuel,que mudara de lado,e vai para o Rio de Janeiro.
1837
Depois de ser mandado para o Forte do Mar,na Bahia,
Bento Gonçalves foge com ajuda da maçonaria e volta para o Rio Grande do Sul,
onde ssume a presidencia da República Rio-Grandense ou Farroupilha.Ainda na
prisão do Rio de Janeiro,conhece o italiano Giuseppe Garibaldi,que adere àcausa farroupilha.
1838
O governo da Repuplica Rio-Grandense funad o jornal o povo,dirigido pelo italianoLuigi Rossetti.Comaça na Bahia a revouta conhecida como Sabino da Rocha Vieira ,que ajudou Bento Gonçalves a fugir.
1839
Os repulh9casnos invadem santa Catarina e toma Laguna,proclama do Repubica Juliana,confederada à Rio-Grandese.A republica dura quatro meses.Em novenbro a Marinha Imperial Retoma Laguna.Nessa passagem Garibalde conhece Anita"a heroina de dois mundos"e se junda com ela.
1840
Maioridade de D.Pedro II que assume o trono e põe fim ao periodo regencial.
1841
Garibalde vai para Montevideú com Anita
1842
Eclode a revolução Liberalem Minas gerais e São Paulo,em junho.Ghega-se a pensar numa aliança entre as revoutas do Sul e do centro do país.Caxias neutraliza mineiros e paulistas,e é enviado ao Rio -Grande do Sul.No plata,recrudescem as lutas agora entre Rsa,de bueno Aires,e uruguaios,que querem manter a independencia Garibalde adere aos uruguaios .As potências européias,sobretudo a Inglaterra,querem garantir a livre navegação no rio da Plata.A diplomacia brasileira age na região.
1843
Gen.Bento Gonçalves e cel.O nofre Pires batem-se em duelo.Ferido,o coronel Bento Gonçalves deixas a precidencia da Republica Rio-Grandese.As forças de Davi Canabarra são surpreendidas em cerra dos Porongos.Os imperiais apresentam armamento,cavalosbandeiras e o arquivo dos farroupilhas.O major Vicente da fontoura segue para o Rio de Janeiro,a fim de negociar a paz.
Divididos,os republicanos rio-grandeses iniciam o debate sobre Costituição,que não será proclamada.
1845
Em 25 de fevereiro,em Poncho Verde,é assinada a paz entre o Imperio e os revoltados.Embora tenha assine o documento,gen.Antonio de Souza Netto declarace constituição da luta,e se exila no Uruguai.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AO SOPRO DA CHACARERA

Ao Sopro da Chacarera
Shana Muller
Sopra um vento da Argentina cruzando o rio Uruguai
Atravessa a pampa inteira, deixa marcas onde vai
Vem trazendo na garupa una hermosa chacarera
Canção de luta e lamento que vem abrindo porteiras

Vem do norte, vem chegando parceira da voz do vento
Um canto de terra e gente, de sonho e de sentimento
Guitarra e bombo leguero, mescla de sangue e raiz
Um grito de liberdade ecoando ao sul do país
Um grito de liberdade ecoando ao sul do país

Sopra, sopra chacarera voando na imensidão
Os ventos do teu compasso nos conduzem pela mão
Sopra, sopra chacarera a uma índia em devoção
Sopro que cruza a fronteira, bate bate coração

Chacarera de los vientos, canto de alma guerreira
Vem buscando novos rumos, novas cores de bandeira
Así se vá con sus sueños, enchendo de luz a pampa
A força bugra da raça em cada voz que te canta

Vem do norte, vem chegando parceira da voz do vento
Um canto de terra e gente, de sonho e de sentimento
Guitarra e bombo leguero, mescla de sangue e raiz
Um grito de liberdade ecoando ao sul do país
Um grito de liberdade ecoando ao sul do país

Sopra, sopra chacarera voando na imensidão
Os ventos do teu compasso nos conduzem pela mão
Sopra, sopra chacarera a uma índia em devoção
Sopro que cruza a fronteira, bate bate coração


terça-feira, 6 de outubro de 2009

MILONGA


O termo milonga é de origem africana e significa 'palavra'. Designa um gênero musical que surgiu no século 19 e foi cultivado pelos gaúchos argentinos. De início, era música exclusivamente cantada, pelos 'payadores', acompanhados pela guitarra. Mais tarde, tornou-se uma dança; 'ir à milonga' significa ir bailar. Neste sentido, a milonga precedeu o tango, embora este último tenha obtido projeção mundial. Milonga foi o título que Tony Cartano, romancista e editor (grande divulgador da literatura brasileira na França) deu a seu romance, publicado pela Albin Michel em Paris e lançado no Brasil (com tradução de Procópio Abreu) pela Record (352 páginas). A obra gira em torno a três personagens, descendentes de uma família marcada pelo conflito. Como muitos outros argentinos, Gabriel, Rafael e Estefânia Ortega passaram pelo exílio na Europa. E os três procuram na arte (a fotografia, a pintura, a dança) não apenas uma forma de expressão como também uma compensação, um consolo para as agruras pelas quais passaram e passam. Gabriel e Rafael acabam retornando a Buenos Aires, onde lhes aguarda um reencontro com o trágico passado, agravado pela incompatibilidade que os separa (Gabriel é, a propósito, o criador de um espetáculo de grande sucesso, a Milonga que dá título à obra). Da relação entre estes personagens e vários outros que vão emergindo da narrativa, nascem os diálogos, que são o ponto alto do livro e que podem ser definidos como uma espécie depsicanálise (claro que na história não falta um psicanalista) da Argentina atual. Não deixa de causar admiração o fato de Milonga não ter sido escrito por um autor argentino residente no país. O distanciamento geográfico, porém, não impede que Tony Cartano tenha uma perfeita visão da Argentina. Aliás, é interessante lembrar que muitos escritores argentinos, e Julio Cortázar disto é um exemplo, escreveram grandes textos sobre seu país quando exilados no Exterior. Porque a Argentina não é só um país; a Argentina é um estado de espírito, o que ficou tragicamente evidenciado durante os anos de ditadura e no período que a esta se seguiu. Aliás, deve-se dizer que a Argentina enfrentou o desafio de exorcizar os espectros do autoritarismo com mais determinação que o Brasil; mostra-o o cinema, que começando com A história oficial produziu filmes antológicos sobre odoloroso tema (é verdade que a ditadura lá foi muito mais sangrenta). No entanto, o período pós-repressão envolveu (como no Brasil), um anti-clímax, uma situação de perplexidade, e é isto que Tony Cartano mostra muito bem. Serve de exemplo a fala de Gabriel: 'Somos um povo sinistrado. E mesmo assim, apesar das passeatas, das explosões de cólera, das porradas, do estupor e da fome, a vida continua. (...) Na televisão, as novelas do Brasil e da Venezuela alternam com reality shows em que as pessoas se matam na esperança de um emprego, em que ganhar o bolão significa simplesmente conseguir um contrato de trabalho'. Mais adiante Gabriel transcreve a frase de um vendedor de jornais: 'Até os cegos têm os olhos vermelhos... de vergonha'. E comenta, para finalizar: 'Meus compatriotas são todos stars. Mesmo com cento e cinqüenta dólares de renda, acham-se tão bem pagos quantoas estrelas da tevê ou do futebol. Nossos psicanalistas inventaram, é claro, um truque para falar disso: 'a neurose do vedetismo'. ' É claro que existe aí um componente de baixa auto-estima, que também não é raro no Brasil e que representa uma espécie de contrapartida ao ufanismo que durantemuito tempo dominou a América Latina e que, no Brasil, teve sua maior expressão na obra do Conde Afonso Celso, Porque me ufano de meu país. De qualquer modo, Milonga faz o leitor pensar. Não por coincidência, a epígrafe do livro é de Jorge Luis Borges: 'Não nos une o amor, mas o terror; deve ser por isso que a amo tanto'. Em nossos países, amor e terror se superpõem, fazem parte de nossa realidade - uma realidade que precisamos desesperadamente entender. E para isso, a obra de Tony Cartano é uma grande ajuda.

sábado, 3 de outubro de 2009




Se queres ser triunfante,
Mudai desde logo a cena,
Não tem herói combatentes

Ao cargo dum Barbacena

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Martín Fierro

O Gaúcho ( Martín Fierro) foi um poema escrito por José Hernández,uma obra muito conhecida na Argentina.Sua primeira publicação foi em 1872 com o título "El gaucho Martín Fierro,com sua continuação com "La vuelta de Martín Fierro"em 1879.
Foi dessa forma que o autor conseguiu que as pessoas escutacem suas propostas a favor dos gaúchos.O livro conta a historia de um gaucho indepentente,heróico e sacrificado dos habitante dos pampas,caracterizado como o verdadeiro caráter argentino,algo de diferencio os interesses políticos vigentes na época de Hernández.Martín Fierro ao contrario dos outros livros escritos em espanhol,foi escrito exatamente como os gaúchos falavam
O escritos Leopoldo Lugones,na sua obra El payador diz que o poema é considerado "o livro nacional dos argentinos"e reconheceu como o gaucho símbolo da argentinidade.Ricardo Rojas diz representar o clássico argentino por excelência.Deixando de ser o gaucho "fora-da -lei" para se tornar o herói nacional.Leopoldo Marechal,no filme del "Martín Fierro"buscou-lhe uma interpretação alegórica.José María Rosa em "Martín Fierro"a interpretação da história argentina.
Este livro foi traduzido em mais de 30 idiomas.
Análise de "Martín Fierro"
"O gaúcho Martín Fierro" passou a ser considerada – além de um clássico e expoente máximo da literatura daquele país – patrimônio cultural da Argentina. Isso, por narrar ao longo de 395 estrofes-sextilhas a vida de um gaúcho da região dos pampas, com estrofes recheadas por um vocabulário popular, que expressa seus sofrimentos, indignações, contestações, esperanças etc.
Ao longo de seus 13 capítulos, Hernandéz nos conta a história de um gaúcho que "perde sua liberdade" ao ser convocado à força para servir ao exército . Sendo vítima de inúmeras arbitrariedades de seus superiores, em pouco tempo se transforma em um desertor e, depois, ao regressar para casa, descobre que esta havia sido destruída e sua família tinha desaparecido. Tomado pelo desespero, o desertor, e também payador ("trovador"), se une aos índios e se torna um fora-da-lei. O sargento Cruz, que o persegue, acaba por se tornar seu grande amigo e, ambos partem em busca de um lugar para viver em paz, na esperança de um dia poderem rever seus entes queridos. Porém, a sorte não os ajuda e vêem-se cativos de índios selvagens.
Escrito sob uma métrica octassilábica e composta por sextilhas, brotam do poema de Hernandéz elementos líricos e satíricos sob uma perfeita unidade entre forma e conteúdo, que sintetizam da forma mais magnífica a representação de um homem em uma dada época e lugar.
O ponto-chave da obra está intimamente ligado à exaltação da figura do gaúcho rebelde, e sumariamente, às questões universais que o circundam, como a vida, a morte, a injustiça, o sofrimento, a crueldade, a violência, a liberdade e o destino de um homem. Proclamando, com isso, uma espécie de literatura popular independente dos modelos empregados na literatura daquele momento.
Contexto histórico em que Hernandéz compõe a obra "O Gaúcho Martín Fierro"
No século XIX, na Argentina, uma ruptura definitiva veio com a revolução de 25 de maio de 1810 e, a independência formal em 9 de julho de 1816, fazendo brotar uma guerra civil que perdurou por anos. Os federalistas, do interior, exigiam autonomia provincial, enquanto que os unitaristas, de Buenos Aires, defendiam um governo forte e centralizado na capital. É nessa dialética angustiantemente tensa entre a capital e o interior nativista, que se criam certas "diretrizes na literatura da Argentina".
Após um tirânico governo do caudilho e suposto federalista Juan Manuel de Rosas, prevaleceu o unitarismo portenho, impulsionando uma nova era de crescimento e prosperidade com a constituição de cunho unitarista de 1853, que prevalecia na adoção de um modelo primário-exportador, no qual o cultivo de cereais e a criação de ovelhas tiveram um papel preponderante. Deve-se também ressaltar que a imigração européia em massa, os volumosos investimentos estrangeiros e o superávit da balança comercial foram os pilares do novo liberalismo impulsionados por tal constituição.
Em 1852, o unitarista Domingo Faustino Sarmiento integrou o chamado Ejército Grande que derrubou Rosas sob a liderança de Justo José de Urquiza. Porém, Sarmiento logo rompeu com este aliado. Na década de 1860, Sarmiento , que compartilhava do ideário "civilizatório" que buscava europeizar os países latino-americanos além de imprimir uma aversão ao gaúcho nativo e selvagem , tornou-se governador de sua província natal, San Juan e depois, embaixador da Argentina junto aos Estados Unidos da América. Enquanto exercia tal função, foi eleito presidente da Argentina para o período 1868-1874, e deu continuidade a política [[unitarista de imigração européia e negação à região interiorana.
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El gaucho (Martín Fierro) fue un poema escrito por José Hernández, una obra muy conocida en Argentina.Sua fue publicado por primera vez en 1872 bajo el título "El Gaucho Martín Fierro, con su secuela de" La vuelta de Martín Fierro "en 1879.
Así es como el autor hay gente escutacem sus propuestas a favor del libro gaúchos.O cuenta la historia de un gaucho Stand-Alone, el sacrificio heroico y el habitante de la pampa, caracterizado como el verdadero carácter de la Argentina, algo que diferenciar los intereses políticos predominantes en el momento de Hernández.Martín Fierro a diferencia de los otros libros escritos en español, fue escrito exactamente como los gauchos habló
Los escritos Leopoldo Lugones, en su libro El payador, dice que el poema es considerado "el libro de la Argentina dice nacional" y reconocido como el símbolo del gaucho argentinidade.Ricardo Rojas representa la excelência.Deixando clásico de gauchos argentinos que "fuera la "Ley para convertirse en el héroe nacional.Leopoldo mariscal en la película del" Martín Fierro "le trajo una interpretación alegórica.José María Rosa" Martín Fierro "interpretación de la historia argentina.
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