quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ORIGEM DOS NOMES


Rio Grande do Sul: primeiramente conhecido como Rio Grande de São Pedro. A Barra do Rio Grande de São Pedro, foi um ponto geográfico estratégico para a fixação do domínio lusitano no sul do país. Local ideal para que lá se instalasse um reduto militar com acesso marítimo ao interior pelo canal Rio Grande que liga a lagoa dos Patos ao oceano.
Argentina: derivado do latim “argentum”, que significa “prata”. Os primeiros exploradores e comerciantes espanhóis e portugueses usaram a região do “Rio de la Plata” (Rio da Prata) para transportar prata e outros tesouros provenientes do Peru. As terras em torno da foz do Rio da Prata acabaram ficando conhecidas como Argentina, “terra da prata”.
Uruguai: do rio Uruguai (o nome oficial do país é “República Oriental do Uruguai”, com “oriental” representando a posição do território em relação ao rio). A palavra “uruguai” deve derivar das palavras guaranis “urugua”, que significa “caranguejos”, e "i", que significa "rio" ou "água". Outra possível explicação divide a palavra “uruguai” em três palavras do guarani: “uru”, um tipo de pássaro que vive próximo ao rio, “gua”, “que procede de” e “i”, “água”.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

BOINA

Boina é um subtipo do boné, geralmente feito de lã e sem aba, e que surgiu em razão de os combatentes de blindados não se sentirem bem com uso de gorros ao efetuarem a manutenção das máquinas.
No Rio Grande do Sul, a boina muitas vezes substitui o chapéu do gaúcho.
É também esta na  moda principalmente utilizado pelas mulheres. Ela adapta-se à volta da cabeça, muitas vezes é puxada para um dos lados, e a sua coroa mole pode ser formatada de uma série de maneiras.
As boinas eram originalmente usadas pelos camponeses do País Basco. Hoje em dia são geralalmente feitas de feltro ou de fibras acrílicas.

Origem da boina militar:
Os escoceses e bascos estão na origem das boinas militares, embora o "tam-o'-shanter" (o chapéu ajustável, de tecido macio, usado pelos escoceses), para alguns autores, não seja considerada uma boina, já a "basca" não oferece dúvidas. Os Caçadores Alpinos franceses foram, em 1889, a primeira força militar a usar uma boina, de cor azul escura.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a boina não conheceu grande expansão. Durante a Segunda Guerra Mundial, elas tinham cores diferentes, para diferenciar os militares que as usavam. A boina militar os Caçadores das Ardenas era verde, as tripulações dos carros de combate alemães usavam uma preta, os Caçadores Alpinos franceses mantinham o azul escuro e, os voluntários espanhóis da Divisão Azul usavam uma boina vermelha.

domingo, 1 de novembro de 2009

Milonga Das Tres Bandeiras

Milonga Das Tres Bandeiras Luiz Marenco
Vieja milonga pampeana
hija de llanos y vientos,
chiruza de cuatro alientos
de la tierra americana;
Vieja milonga paisana
de los montes y praderas,
tus mensajes galponeras
trenzaran en la oración
al pié del mismo fogón
los gauchos de tres banderas.


Brasileño y oriental,
Rio-grandense y argentino,
piedras del mismo mamino,
aguas del mismo caudal,
hicieran, de tu señal,
himnos de patria y clarin,
hasta el mas hondo confin,
de Osório-Artigas-Belgramo,
Madariaga y San Martín!

A tu conjuro peliaran,
vieja milonga machaza
los centauros de mi raza
que al más allá se marcharan
y las hembras te besaran
con cariño y con amor
cuando en la guitarra flor,
enriedada en el cordeje,
fuiste un llamado salvaje
al corazón del cantor!

Milonga - poncho y facón,
calandria pampa y lucero,
grito machazo del tero,
calor de hogar y fogón,
milonga del redomón,
llevando pátria en las ancas,
milonga de las potrancas
milonga de las congojas
milonga divizas rojas,
milonga divizas blancas.

Blanco y azules pañuelos,
celeste verde amarillos,
milonga de los caudillos
que hilvanaran nuestros suelos,
milonga de los abuelos
de las cepas cimarronas,
milonga de las lloronas
repiquetiando de lejos,
milonga de los reflejos
en las trenzas de las peonas.

Martín Fierro - el viejo Pancho,
Blau Nunes y Santo Veja,
tu sonido gaucho llega
parido nel mismo rancho
y a lo largo y a lo ancho
dibuja el suelo patrício
cuando el payador de ofício
repunta en vuelo bizarro,
lanceros de Canabarro,
rastreadores de Aparício.

Con tu sonido encadenas
nel mismo pampa dialecto,
Antonio de Souza Neto,
poncho - lanza y nazarenas,
milong sangre en las venas
de la história que se aleja,
leyenda de pátria vieja
que hizo del cielo diviza
con Justo José de Urquiza,
Juan Antonio y Lavalleja.

Milonga de tres colores
punteada en cuerdas de acero,
cuando el último jilguero
ensaya sus esteretores,
nosotros los payadores,
de la tradoción campera,
saldremos a campo fuera,
por los ranchos y fogones,
tartamudeando oraciones
pa' que el gaucho no se muera

Pero el jamás murirá,
gaucho no puede morir,
es ajes y el porvenir,
lo que fué y lo vendrá,
la lanza y el chiripá
padran quedar nel repecho,
Pero - Liberdade e Derecho,
Dignidad y Gaucheria,
el Patriotismo y la Hombria
los guardamos en el pecho.

Milonga de tres bandeiras,
templada por manos rudas,
mensaje de Dios, sin dudas
sin cadenas ni fronteras,
mañana por las praderas
el viento pampa resonga
con su guitarra de estrellas
haciendo pátria con ella
pues donde hay pátria, hay milonga.