quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lanceiros Negros

Era o nome dado a dois corpos de lanceiros, de negros livres ou de libertos pela República Rio-Grandense que lutaram na Revolução Farroupilha. Possuíam 8 companhias de 51 homens cada, no total de 426 lanceiros .

  Tornou-se célebre o 1.º Corpo de Lanceiros Negros organizado e instruído, inicialmente, pelo Coronel Joaquim Pedro, antigo capitão do Exército Imperial.

O Corpo de Lanceiros Negros em campo do Menezes

O 1.º Corpo de Lanceiros Negros, ao comando do tenente-coronel Joaquim Pedro Soares e subcomandado pelo então major Teixeira Nunes, teve atuação importante na Batalha do Seival, em 11 de setembro de 1836, em reforço à Brigada Liberal de Antônio de Sousa Netto que surgiu por transformação do Corpo da Guarda Nacional de Piratini integrado por 2 esquadrões com 4 companhias, recrutados em Piratini e em seus distritos Canguçu, Cerrito e Bagé até o Pirai .
Segundo Docca, foi Manuel Lucas de Oliveira convenceu Antônio Neto da proclamação da República Rio-Grandense, bem como "a grande satisfação de ler, a 11, no campo do Menezes, à frente da garbosa tropa por ele instruída, a Proclamação da República Rio-Grandense."

Recrutamento dos Lanceiros Negros

O Corpo de Lanceiros Negros era integrado por negros livres ou libertados pela Revolução e, após, pela República, com a condição de lutarem como soldados pela causa..
O 1.º Corpo foi recrutado, principalmente, entre os negros campeiros, domadores e tropeiros das charqueadas de Pelotas e do então município de Piratini (atuais Canguçu, Piratini, Pedro Osório, Pinheiro Machado, Herval, Bagé, até o Pirai e parte de Arroio Grande).

Armamento Individual

http://3.bp.blogspot.com/_YMySWr9TmmA/TJZhrSkRcyI/AAAAAAAAO1k/Du3go6yUB2k/s1600/lanceiros+negros.jpg Manejam como grande habilidade suas armas prediletas - as lanças. Estas, por eles usadas mais longas do que o comum. Combinada esta característica, com instrução para o combate e disposição para a luta, foram usados como tropas de choque, uso hoje reservado às formações de blindados. Por tudo isto infundiram grande terror aos adversários. Eram armados também com adaga ou facão e, em certos casos, algumas armas de fogo em determinadas ocasiões.
Os lanceiros não utilizavam escudos de proteção, mas sim seus grosseiros ponchos de lã - bicharás, que serviram-lhes de cama, cobertor e proteção do frio e da chuva. Quando em combate a cavalo, enrolado no braço esquerdo, o poncho (bichará) servia-lhes para amortecer ou desviar um golpe de lança ou espada. No corpo a corpo desmontado, servia para aparar ou desviar um golpe de adaga ou espada em cuja esgrima eram habilíssimos, em decorrência da prática continuada do jogo do talho(à esgrima simulada com faca, adaga ou facão).
Alguns, os que sabiam usavam as boleadeiras  como arma de guerra, principalmente para abater o inimigo longe do alcance de sua lança.

De peões a guerreiros

Eram rústicos e disciplinados. Faziam a guerra à base de recursos locais, Comiam se houvesse alimento e dormiam em qualquer local. A maioria montava a cavalo quase que em pêlo, a moda charrua.Os LANCEIROS NEGROS exerciam também uma função de tropa de choque no exército farroupilha, pelo simples fato de manejar com eximia destreza a lança que é uma arma essencial para este tipo de combate.

Vestuário ou Uniforme

http://1.bp.blogspot.com/_YMySWr9TmmA/TJZhryOFg9I/AAAAAAAAO10/sjQ6X0yv8xY/s1600/lanceiros+negros3.jpgUsavam sandálias de couro cru, chiripá de pano grosseiro, um colete recobrindo o tronco e na cabeça uma vincha (braçadeira) vermelha símbolo de República.
Como esporas improvisavam uma forquilha de madeira presa ao pé com tiras de couro cru. Esta espora farroupilha acomodava-se ao calcanhar e possuía a ponta bem afiada. Alguns poucos usavam calças, cartola e chilenas (esporas).

Lanceiros Negros na Expedição de Laguna

Parte do 1.º Corpo de Lanceiros Negros participou da expedição a Laguna, ao comando de David Canabarro, que teve como comandante de vanguarda o tenente-coronel Joaquim Teixeira Nunes com seus Lanceiros Negros.
A retirada dos farroupilhas de Laguna para o Rio Grande do Sul, através de Lages e Vacaria, contou com a presença de Teixeira Nunes, Giuseppe Garibaldi, Luigi Rossetti e Anita Garibaldi e foi assegurada por muitos valorosos Lanceiros Negros.

Surpresa dos Porongos

Ocorreu em Porongos, hoje parte do município de Pinheiro Machado. Em 14 de novembro de 1844, os Lanceiros Negros de Teixeira Nunes salvaram o desfecho da Revolução Farroupilha de um desastre total. Pelo modo como combateram, salvaram Canabarro e grande parte das tropas e tornaram possível a negociação de uma paz honrosa como e foi a de paz de Ponche Verde, e a liberdade para todos os negros e mulatos que lutaram pela República Rio Grandense. Ao final do combate o campo de batalha dos Porongos ficou juncado com 100 mortos farroupilhas.
Segundo descrição de Canabarro Reichardt: Dentre eles 80 eram bravos Lanceiros negros de Teixeira Nunes. Teixeira, o Bravo dos bravos, cujo denodo assombrou um dia o próprio Garibaldi, reuniu os seus lanceiros negros. O 4º Regimento de Linha farrapo e alguns esquadrões desanimam quando os imperiais se multiplicam ,e surgem de todos os pontos. Uma segunda carga imperial e mais impetuosa é também repelida. E este foi o sinal da debandada farrapa geral. Em vão os chefes chamam os soldados ao dever, dando-lhes o exemplo. Nada os contêm e o Exército Farrapo como por encanto, se dissolve, arrastando consigo ainda os que querem lutar. Apenas alguns grupos mantêm-se resistindo e neles o combate se trava à arma branca. Tombam os lanceiros negros de Teixeira, brigando um contra vinte, num esforço incomparável de heroísmo.

O derradeiro combate


Teixeira Nunes foi um dos maiores lanceiros de seu tempo, e como uma ironia do destino teria caido mortalmente ferido por uma lança manejada pelo braço vigoroso do Alferes Manduca Rodrigues.
"O único ponto controverso da paz firmada entre Caxias e farroupilhas, a liberdade dos escravos que lutaram com os rebeldes, foi resolvido de forma pragmática e cruel: o batalhão dos chamados Lanceiros Negros, desarmado por seu comandante, Davi Canabarro, foi massacrado em novembro de 1844, em Porongos." (Eduardo Bueno, História do Brasil, 1997.)

A Liberdade

Apos a paz de Poncho Verde restaram mais 120 lanceiros negros
que foram incorporar pelo Barão de Caxias aos três Regimentos de Cavalaria de Linha do Exército na Província.
O Império manteve suas liberdades na cláusula IV da Paz de Ponche Verde. São livres e como tais reconhecidos todos os cativos que serviram à República.
Cláusula respeitada por conta e risco pelo Barão de Caxias contrariando determinação superior de os recolher como escravos estatais para a Fazenda de Santa Cruz no Rio de Janeiro .
Caxias usou o seguinte expediente para não os enviar para o Rio. Considerou que eles haviam se apresentado livremente. E a seguir os libertou e os incorporou as três unidades de Cavalaria Ligeira do Exército Imperial no Rio Grande .E em Ponche Verde em D. Pedrito foram acolhidos pelos coronéis Manuel Marques de Sousa e Manuel Luís Osório comandantes de duas unidades de Cavalaria.
Dentre em breve iriam lutar na Guerra contra Oribe e Rosas, pela Integridade e Soberania brasileiras no Sul, ameaçadas por caudilhos platinos.

Homenagem

Em sua expedição a Laguna Giuseppe Garibaldi escreveu: Eu vi batalhas disputadas mas nunca e em nenhuma parte homens mais valentes nem lanceiros mais brilhantes do que os da cavalaria rio-grandense, em cujas fileiras comecei a desprezar o perigo e a combater pela causa sagrada dos povos.
No Museu de Bolonha, Itália, existe um quadro do Lanceiro Negro Farroupilha, representa um dos célebres lanceiros negros farroupilhas que acompanharam Giuseppe Garibaldi e Luigi Rossetti .

terça-feira, 2 de outubro de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ambrosia de Bergamota

Doce típido gaúcho à base de leite, ovos e suco de bergamota (tangerina)


10 porções

ingredientes

Ambrosia-de-bergamota
  • 02 litros de leite
  • 01 kg de açúcar
  • 400ml de suco de bergamota
  • 12 ovos
  • 01 pau de canela
  • casca de uma bergamota

modo de preparo

Em uma panela grande (10 litros de capacidade) e de fundo grosso, caramele o açúcar o deixando levemente dourado. Acrescente o suco de bergamota e a casca reservada, a canela em pau e o leite. Deixe cozinhar por 15 minutos.O leite irá formar grumos.
Na batedeira, bata os ovos até dobrarem de volume, acrescente a mistura de leite fervente na panela sem mexer.
Mexa somente quando os ovos começarem a ficar firmes. Mexa em cruz para manter os grumos.
Cozinhe o doce até ficar dourado e com calda fina, 1 hora em fogo baixo, mexendo cuidadosamente para não grudar no fundo.
Armazene em vidros esterelizados e guarde na geladeira após aberto.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Legenda Ceibo





Diz a lenda que nas margens do rio Paraná, viveu uma menina indiana feia, características grosseiras, chamado Anahi. Era feia, mas no verão as noites todos encantados em suas canções tribo Guarani inspirado pelos deuses e amar a terra que possuíam ... Mas os invasores chegaram, estes corajosos, ousados ​​e corajosos seres de pele branca, devastando as tribos e arrebatou a terra, os ídolos, e da liberdade.
 

Anahi estava preso junto com outros índios. Passou muitos dias chorando e muitas noites acordada, até que um dia o sonho bater em sua sentinela, a menina Índia escapou, mas ao fazê-lo, o vigia acordou, e ela, para alcançar
seu objetivo, enfiou uma adaga no peito de seu guardião, e rapidamente fugiram para a selva.

O grito do carcereiro morrendo acordou os outros espanhois, que foi sobre uma perseguição que as capturas tornou-se pobre Anahi, que na época, foi atingido pelos conquistadores. Estes, em vingança pela morte do guardião, imposta como punição a morte na fogueira. Eles a amarraram em uma árvore e começou o fogo, que parecia disposto a estender suas chamas para a indiazinha sem murmurar palavra, sofria em silêncio, com a cabeça inclinada para um lado. E quando o fogo começou a subir, Anahi foi tornando-se árvore, identificado com a planta em um milagre incrível.
Na manhã seguinte, os soldados encontraram com a visão de uma bela árvore de folhas verdes brilhantes e flores vermelhas de veludo, o que foi mostrado em toda sua glória, como o símbolo de coragem e força para o sofrimento.
https://lh3.googleusercontent.com/-ph2BqQAU0MA/TX42wdzPCAI/AAAAAAAAALM/VqjvazQ004E/ceibo4.jpg

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A guarda pampa(os significados)


11CruzPampa A guardar mapuche do sul da Argentina, é considerado um dos projetos mais interessantes  criadas pelos nativos desta parte da América do Sul, mais de 5.000 anos atrás...
 Usado como decoração em artesanatos diversos, é muito mais do que isso, é um símbolo complexo que fala da origem do mapuche (“gente de la tierra”)…



A simetria do pampa mostra topo de uma montanha e um lago na parte inferior (na figura ao lado), preso como elas são na realidade, a cordilheira dos Andes e lagos, ou encadeados como elas são, tudo comunidades Mapuche.

Assim, a antiga guarda pampa, fala sobre casa, terra, cultura e unidade, que é o símbolo vivo, antiga e em uso.

Além de contar-nos sobre a sua terra, sua casa e unidade da comunidade, a guarda fala da pampa individuo, com o ponto central. Assim, podemos ver como as pessoas estão unidas para formar uma cadeia, igual à montanha.

A cruz central quando você tem 4 lados, os pontos cardeais (Figura 1) e quando você tem 8 etapas (Figura 2) significa, em todas as direções, focando nessa imagem vemos como o ponto central simboliza a lua e Sol, tornando este um desenho tridimensional que por sua vez ainda é plana, o que é considerado um dos expoentes da arte conceitual contemporânea, apesar de ser antigo ...
http://4.bp.blogspot.com/_DGYSeoXVZm8/TP3D91IJJOI/AAAAAAAAFoY/dmPSUzgDZY8/s1600/DSC00744.JPG
De todos os guardas nativos americanos,a Guardar pampa do sul da Argentina, criado e usado até hoje pelo povo mapuche, este é o mais importante e bonito, embora muito atraente e com efeito imediato, nós gostamos e está bem incorporado em muitos materiais e usos diferentes ... mas não estão conscientes do seu significado mais amplo.


variante de la Guarda del Cacique
Como significado pampa simples e Guardar montanhas, lagos, o Sol, a Lua, o indivíduo, a sua luz e da alma ... o nome real da guarda é "Guarda del Cacique", como era o único que carregava em seu poncho.
Hoje é fabricado industrialmente, uma grande variedade de fita têxtil, com guardas Mapuche vários ou liso, colorido, conveniente incluir:

     bijutarias
     Têxteis
     Bolsas
     Trabalhar com couro
     cintos
     chaveiros
     calçados

quarta-feira, 23 de maio de 2012

El Gaucho - Uruguai

EL GAUCHO
Los tres Chiripales (Juan M. Blanes)O Gaucho é um elemento típico da campanha Oriental. Sua origem volta para as próprias origens da Faixa Oriental (território presente de Uruguai), principalmente da introdução do rancho de gado, e surgindo como uma mistura de culturas diferentes e grupos étnicos que habitaram nosso território. Estes terra esteja habitada por indígena se agrupa com o Charrúas, o Chanás e o Guanás. O primeiro colonos que entraram nestes o indivíduo de terra eram pouco ilustrado e muito descreídos das autoridades da Metrópole que facilitou a união de culturas e formas de vida.

O choque destas culturas deu como resultado a criação de uma forma nova de vida, e um personagem novo: " O Gaucho ". a Maioria dos elementos de origem indígena que nós achamos nas alfândegas do Crioulo Oriental é de origem andina, como ser,: poncho, algumas formas folclórico como o vidalita, etc. ou guaraníes como mata e algumas formas verbais. O índio nativo contribuiu com muito alguns elementos à vida Crioula como ser o boleadoras. Nós podemos dizer então que o Crioulo se constitui do legado hispânico trazido pelos conquistadores e colonos, com o agregado de pequenos elementos contribuído pelos nativo. Fatores como a distância da metrópole e a pouca atenção ajudada à formação do Crioulo que isto estava usando estes terra, todos estes fatores determinaram que o legado hispânico foi e perde fora e deu origem a um tipo humano novo, espiritual e fisicamente diferente do espanhol, com modalidades nascidas diferente das condições do medio.ambiente. Como a terra foi e povoa fora eles criam as vilas e ambientes para este as permanências que estavam a carga de pólvora da operação do rancho de gado. Para este " vaquería " foi chamado que dá origem ao gaucho, chame gaudeiro de primitively. O gaucho se caracterizaram sendo um homem sem fixo, semi-nômade, paradeiro de faenero em vaquerías, contrabandista, cuatrero, brigand, ou o vagabundo simples que cruzam a campanha e param ocasionalmente em alguma permanência onde ele recebe hospitalidade ou ele serve em forma temporária.

Ethnically o gaucho é um produto do mestization do nativo, espanhol, português, francês, o inglês, holandês (ele é dizer o pirata de faenero e). há três elementos básicos que o gaucho, o cavalo, a pradaria selvagem e os rebanhos de bovino caracterize. O cavalo confere toda a liberdade a ele isso herdado do nativo e quem o gaucho como muito pesa, a pradaria selvagem dá alimento o significa sem ter que fazer para um esforço muito. Destes elementos é derivada a personalidade típica do gaucho como o amor para a vida nômade, para a mudança e a aventura, um sentimento fundo da dignidade pessoal e independência, descuido, desprezo do bem-estar e os confortos e o heróico e sensação trágica da vida. Outro um das características de resaltables da personalidade do gaucho é que tem uma necessidade de afeto que esconde atrás de uma " crosta ", o gaucho não tem um vocabulário muito rico nem muito é ilustrado. Seu fundo de passional às vezes é pronunciado no ajuste amoroso, mas é avaliado mais claramente nas ansiedades de entailment afetivo que sofre em seu culto pela amizade, para a generosidade e a fidelidade. É possível enfatizar o predisposition natural dele para ajudar lá para o outro de " o termo de gauchada ".

O palavra " gaucho " deriva de keshua: huasu " que significa o órfão, o gaucho é um órfão, guacho que geralmente não conhece seu pai que o gaucho forma em meios onde o esforço pessoal é isto tudo, onde há nenhum criado que pode substituir o homem grátis. O gaucho só é Senhor de si mesmo não aperta a qualquer pessoa. Tendo resolvido as poucas necessidades dele para comer e dormir o gaucho ele põe a paixão dele e seu gosto nas coisas supérfluas, em o que não é vitalmente essencial para a subsistência. Nos luxos do gaucho sua qualidade humana é pronunciada, os vícios do gaucho são o tabaco, mata e a cana. No avião estético, é o gosto pelo ornamentación de cinto, a manivela de facones e o amor para música e a poesia.

Na atualidade o gauchos mantêm arraigado a cultura deles/delas muito e eles esparramaram por associações e meios diversos a isto, mas hoje em dia embora desses gauchos quem eles enrugado a campanha em forma nômade de uma vila para outro a pessoa não permanece qualquer, sua filosofia de vida segue vidas.


(Turismo del Uruguay)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Melancia e Coco Verde

Uma historia linda de Simões Lopes Neto do livro Contos Gauchescos,feita em desenho animado muito linda a historia,espero que todos gostei assim como eu também gosto!

domingo, 4 de março de 2012

Sorvete de Erva-Mate

Para os que acham que chimarrão no calor não dá, vai uma dica pra não deixar de alimentar o vício pelo mate!!!!!!!!!


ingredientes

1 litro de leite
1 e 1/2 xícara de açúcar
1 colher (sopa) de liga neutra
1 colher (chá) de gordura para sorvete
2 colheres (sopa) de pó de erva-mate peneirada
modo de preparo

1º Comece fervendo o leite. Misture o pó de erva-mate e quando estiver frio coloque no liquidificar. Acrescente o açúcar e a liga. Bata por três minutos.

2º Coloque numa travessa rasa e leve ao freezer. Deixe por quatro horas até congelar.

3º Corte em cubos e bata na batedeira. Em seguida acrescente a gordura. Troque o garfo por um mais fino e continue batendo. Bata até ficar cremoso e volte a colocar no freezer até poder formar as bolas de sorvete.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Chamarrita

Chamarrita

La chamarrita es fuente da costa de las provincias de Entre Ríos y Corrientes en Argentina.
Renato Musicóloga Almenara cree que es original de las Azores, donde se mantiene el nombre de la chamarrita.
Luego fue introducido en Brasil por los inmigrantes de las islas, se trasladó a la costa de Uruguay y Argentina.
En Brasil se conoce como chimirrita en su doble papel como el canto y el baile. Jesús Flores López, señaló el precedente de Zamarra danza bailan juntos, similar a la milonga.
Vicente Rossi llama simarrita e tiene un ingrediente Africano en su estructura musical.
Su pareja de baile se encuentra el movimiento suelto y vivaz. En ella, los socios de hacer su movimiento.

Coreografía

http://3.bp.blogspot.com/_tcgkGiVX9vM/TBOyaRhE2NI/AAAAAAAAAAU/7SHvXYxEx0M/s1600/untitled.bmpLa chamarrita es una danza en la que la pareja en libertad sin coreografías como la polca y chamamé. Es decir, no se define una coreografía sino que se pueden realizar pasos de diferentes manera y en diferente orden (también como el huayno y el carnavalito). Se baila tomados en posición enlazada cerrada y a veces en rondas grupales.



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Tradução
 A chamarrita é de origem litorania, das províncias de Entre Rios e Corrientes, na Argentina.
  Renato Musicólogo Almenara acredita que é original a partir dos Açores, onde mantém o nome da chamarrita. Em seguida, ele foi introduzido no Brasil por imigrantes das ilhas,mudou-se para o Uruguai e a costa da Argentina.
 
No Brasil é conhecido como chimirrita na sua dupla qualidade de dança e canto. Jesus Lopez Flores observou o precedente da zamarra dance de baile juntas, semelhante à milonga.
  Vincent Rossi chamou simarrita e tem um ingrediente Africano em sua estrutura musical.
  Seu parceiro de dança é definida movimento solto e animado. Nele, os parceiros fazem os seus movimentos.
 
Coreografia 
   A chamarrita é uma dança no qual o par baila solto sem coreografia como o chamamé e a polca. Ou seja, não definem uma coreografia, mas que etapas podem ser executadas de maneiras diferentes e em ordem diferente (assim como o huayno e carnavalito). Posição tomada estava dançando perto e por vezes ligada rodadas grupo.

Imagem


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Jogo de Osso

Glênio Bianchetii, Jogo do osso, Xilogravura, 1955, acervo do MARGS  
        Tu sabe como é que se joga o osso?
                                  Ansim:
    Escolhe-se um chão parelho,nem duro,que faz saltar,nem mole,que acama,nem areento,que enterra o osso.
     É sobre o firme macio,que convém.A cancha com uma braça de largura,chega,e três de comprimento;no meio bate-se uma raia de pistola,amarrada em duas estaquilhas ou mesmo um risco no chão,serve;de cada cabeça da cancha é um jogador atira,sobre a raia do centro:este atira daqui pra la,o outro atira de la pra cá.
      O osso é a taba,que é o osso do garrão da rês vacum.O  jogo é só de suerte ou culo.
      CULO é quando a taba cai com o lado arredondado pra baixo:quem atira assim perde logo a parada

      SUERTE é quando o lado chato fica pra baixo:ganha logo e sempre.

      Quer dizer:Quem atira culo perde,se é suerte ganha e logo arrasta a parada.
       Ao lado da raia do meio fica o coimeiro que é o sujeito depositorio da parada e que a entrega logo ao ganhador.O coimeiro também é o que tira o barato-para o pulpeiro.Quase sempre é um aldragante velho e sem-vergonha,dizedor de graças.
            É um jogo brabo pois não é?
JOGO DO OSSO
      Pois a jente que se amarra o dia inteiro nessa canchaça e parada envida tudo:os bolivianos,os arreios,o cavalo,o poncho,as esporas.O facão nem a pistola,isso sim,nem aficionado joga;os fala-verdade que tem que garantir a retirada do perdedor sem debochar dos ganhadores...e,cuidado...muito cuidado com o gaúcho que saiu da cancha do osso de marca quente!...

Jogo do Osso (trecho de Contos Gauchescos de J. Simões Lopes Neto)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Artigo de Fé do Gaucho

 Muita gente anda no mundo sem saber pra quê:vivem,por que vêm os outros viverem.
  Alguns aprendem à sua custa,quase sempre já tarde pra um proveito melhor.Eu sou desses.
  Pra não suceder assim a vancê ,eu vou ensinar-lhe o que os doutores nunca hão de lhe ensinar-lhe por mais que queimem as pestanas deletreando nos seus livrões.Vancê anote na sua livreta:

1ºNão cries guaxos:mas cria perto do teu olhar o potrilho pro teu andar.

2º Doma tu mesmo o teu bagual:não enfrenes na lua nova,que fica babão;não arrendes na minguante,que te sai lerdo. 

3º Não guasquei sem precisão nem grite sem ocasião ;e sempre que poderes passe a mão.

4º Se es maturrango e chasque de namoro,mancas o teu cavalo mais chega;se fores chasque de vida ou morte, matas o teu cavalo e talvez não chegues.

5º A maior presa é a que se faz devagar.

6º Se tens viajada larga não faça pular o teu cavalo;sai ao tranco até o primeiro suor secar;depois ao trote até o segundo;dá-lhe um alce sem terceiro e terás cavalo para o dia inteiro.

7º Se queres engordar teu cavalo tira-lhe o pelo da testa todas as vezes da ração.

8ºFala ao teu cavalo como se fosse gente.

9ºNão te fies em tobiano,nem bragado,nem melado;pra água,tordilho;pra muito,tapado;mas pra tudo,tosado.

10º Se topares um andante com os arreios às costas,pergunte-lhe-onde ficou o baio?

11º Mulher,arma e cavalo do andar,nada de emprestar.

12º Mulher,de bom gênero;faca,de bom corte;cavalo,de boa boca;onça;de bom preço.

13º Mulher sardenta e cavalo passarinheiro...alerta,companheiro!...

14º Se correres eguada xucra,grite;mas com os homens,apresilha a língua.

15º Quando dois brincam de mão,o diabo cospe vermelho....

16º Cavalo de olho de porco,cachorro calado e homem de fala fina...sempre de relancina...

17º Não te apodres,que domadores não faltam...

18º Na guerra nãohá esse que ouviu as esporas cantarem de grilo...

19º Teima,mas não apostes;recebe,e depois assenta;assenta e depois pague...

20º Quando 's tiveres pra embrabecer,conte três vezes o botão da tua roupa...

21º Quando falares com homem,olha-lhe para os olhos; quando falares com mulher,olhas-lhe a boca...e saberás como te haver...
        ...................................................................................
                                  Que foi?
  Ah!quebrou-se a ponta do lápis ?
  Amanhã vance escreve o resto:olhe que dá pra encher um par de tarcas!...